Mediunidade não desenvolvida vira ansiedade
Vamos falar uma verdade que muita gente sente no corpo antes de entender com a mente: nem toda ansiedade é “emocional” ou “psicológica” como nos ensinaram. Em muita gente, ela é energética. E em algumas pessoas… é mediunidade pedindo passagem.
Antes que alguém se assuste: não estou dizendo que toda ansiedade é mediúnica. Não é isso. Mas também não dá mais pra fingir que sensibilidade espiritual não existe, porque o corpo sente, o emocional bagunça e a mente cansa de tentar explicar.
Pessoa sensível sente tudo, ambiente, humor dos outros, clima pesado, conversa atravessada, emoção que nem é dela… E aí começa o combo clássico: coração acelera do nada, aperto no peito, mente não desliga, cansaço mesmo sem fazer “nada” e vontade de sumir do mundo sem saber por quê.
E a pessoa pensa: “Meu Deus, o que há de errado comigo?”
Spoiler espiritual: não é defeito, é excesso de captação sem direção.
Mediunidade não desenvolvida funciona como uma antena sem aterramento. Capta tudo. Não filtra nada. E o sistema entra em curto.
Ansiedade não é falta de controle. É falta de canal.
Quando a energia não tem por onde escoar, ela pressiona. E o corpo, que é sábio, avisa do jeito que consegue.
A ansiedade, nesses casos, não vem porque você é fraca, desorganizada ou “pensativa demais”.
Ela vem porque: você sente, percebe e capta além, mas nunca aprendeu o como lidar com isso.
E aí tenta resolver com a mente o que é do campo energético.
Resultado? Cansaço dobrado.
Desenvolver mediunidade não é “virar mística”. Vamos desmistificar isso aqui…
Desenvolver mediunidade não é: sair falando com espírito, largar a vida prática, viver no mundo da lua e nem virar alguém “estranho”. Na real, é o oposto.
Desenvolver mediunidade é: aprender a fechar o campo, saber o que é seu e o que não é, entender seus limites energéticos, parar de absorver tudo como esponja e viver com mais presença, clareza e estabilidade.
É sobre consciência. Não sobre fantasia.
O perigo não está na mediunidade. Está no abandono dela.
Muita gente passou a vida inteira ouvindo:
“Isso é coisa da sua cabeça”
“Para de sentir demais”
“Você é muito sensível”
“Isso é ansiedade, toma um remédio e pronto”
E ninguém ensinou essa pessoa a se proteger energeticamente, a se organizar por dentro, a respeitar a própria sensibilidade.
A mediunidade ignorada não desaparece. Ela somatiza.
E o nome moderno disso, muitas vezes, vira ansiedade crônica, exaustão emocional, confusão mental e sensação de não pertencer a lugar nenhum.
Desenvolver é amadurecer
Desenvolver mediunidade não é abrir mais.
É aprender a fechar quando precisa.
É sair do modo sobrevivência e entrar no modo presença.
É deixar de ser refém do que sente e virar responsável pelo próprio campo.
Quando isso acontece, algo curioso surge: a ansiedade diminui, o corpo relaxa, a mente desacelera, a pessoa se sente mais inteira.
Não porque parou de sentir. Mas porque aprendeu a sustentar o que sente.
Sensibilidade sem consciência vira peso.
Sensibilidade com consciência vira potência.
E isso não tem nada a ver com religião.
Tem a ver com autoconhecimento, responsabilidade energética e maturidade espiritual.
Se você sente demais, talvez não precise se consertar. Talvez precise se compreender.
E isso, convenhamos… já é um baita começo.






